Densitometria óssea, também conhecida como absormetria de ráios-x de dupla energia (DEXA ou DXA), utiliza doses muito pequenas de radiação ionizante para produzir imagens do corpo – geralmente a coluna lombar e o quadril – para medir a densidade óssea ou o corpo total para medir a composição corporal (tecido adiposo, músculo e osso). É um exame utilizado para o diagnóstico de osteoporose e avaliar o risco do paciente apresentar fratura osteoporótica no próximos 10 anos (FraxMT). DEXA ou DXA é um estudo simples, não invasivo e rápido sendo o mais utilizado e o método padrão para o diagnóstico de osteoporose.
Esse exame necessita de alguns preparos mínimos.
- Sempre diga ao médico ou técnico de radiologia sobre a possibilidade de estar grávida;
- Se realizou exame com bário ou contraste de tomografia computadorizada ou medicina nuclear.
- Deixe as jóias em casa e compareça à clínica utilizando roupas confortáveis. Pode ser solicitado que o paciente troque de roupas e coloque uma bata específica da clínica.
- Não tomar suplementos contendo cálcio pelo menos 24h antes do exame.
Índice
1. O QUE É DENSITOMETRIA ÓSSEA (DEXA, DXA)?
2. QUAIS SÃO ALGUNS DOS USOS MAIS COMUNS DO PROCEDIMENTO?
3. COMO DEVO ME PREPARAR PARA O EXAME?
4. COMO É O EQUIPAMENTO DA DENSITOMETRIA ÓSSEA?
5. COMO FUNCIONA O PROCEDIMENTO?
5.1 COMO O PROCEDIMENTO É REALIZADO?
5.2 O QUE EU IREI SENTIR DURANTE E APÓS O PROCEDIMENTO?
6. QUEM INTERPRETA OS RESULTADOS E COMO EU RECEBEREI?
7. QUAIS SÃO OS RISCOS E BENEFÍCIOS?
7.1 BENEFÍCIOS:
7.1 RISCOS:
8. QUAIS SÃO AS LIMITAÇÕES DA DENSITOMETRIA ÓSSEA (DEXA, DXA)?
O QUE É DENSITOMETRIA ÓSSEA (DEXA, DXA)?
Densitometria óssea, também conhecida como absormetria de ráios-x de dupla energia (DEXA ou DXA), é um método de imagem que utiliza tecnologia de raios-x para medir a perda mineral óssea. DXA é estabelecida como o método padrão para medir a perda mineral óssea hoje em dia (BMD).
Imagens com raios-x consistem em expor uma parte do corpo a uma dose pequena de radiação ionizante para produzir imagens do interior do corpo. Raio-x é o método de imagem mais antigo e mais comumente utilizado para diagnóstico e tratamento.
A DEXA é mais frequentemente realizada utilizando a coluna lombar e o quadril. Em algumas pessoas o antebraço poderá ser utilizado. Em crianças e alguns adultos o exame do corpo interior poderá ser feito.
QUAIS SÃO ALGUNS DOS USOS MAIS COMUNS DO PROCEDIMENTO?
A densitometria óssea é mais frequentemente utilizada para o diagnóstico de osteoporose, uma condição que afeta mais comumente mulheres mas também pode acometer homens e crianças em menor proporção. A osteoporose envolve a perda gradual de massa óssea com alterações estruturais associadas, o que determina que o osso se torne mais fino, frágil e mais propenso à fraturas.
A DEXA é eficiente também no monitoramento dos efeitos do tratamento da osteoporose e de outras condições que determinem perda mineral óssea.
A DEXA também pode avaliar o risco do indivíduo desenvolver fraturas. O risco de fratura é determinado pela idade, peso, história de fratura, história familiar de fratura osteoporótica e o estilo de vida como consumo de bebida alcoólica e tabagismo. Todos esses fatores são levados em consideração para decidir se o paciente necessita iniciar tratamento.
O exame de densitometria óssea é indicado para se você:
- É mulher na menopausa sem uso de reposição hormonal.
- Tem história familiar ou pessoal de fratura de quadril ou tabagismo.
- É mulher na menopausa e é alta (mais de 170 cm) ou magra (menos de 56kg).
- É homem e apresenta alguma doença relacionada a perda mineral óssea como artrite reumatóide, doença hepática ou renal.
- Se tomar alguma medicação que sabidamente causa perda mineral óssea (corticóides, medicação para epilepsia, hormônios tireoidianos).
- É portador de diabetes tipo 1, doença hepática, renal ou tem história familiar de osteoporose.
- Apresenta alguma doença óssea, tireoideana (hipertireoidismo), doença da paratireóide (hiperparatireoidismo).
- Apresentou alguma fratura decorrente de trauma pequeno.
- Tem evidência de fratura de corpo vertebral vista na radiografia ou outros sinais de osteoporose.
A Avaliação de fratura vertebral pela densitometria óssea (VFA), utiliza baixa dose de raios-x para examinar a coluna em busca de possíveis fraturas. Pode ser recomendada para pacientes mais velhos, especialmente se:
- perdeu mais de 2,5 cm de altura.
- apresentar dor na coluna sem explicação.
- se a DEXA mostrar resultados próximos a osteoporose.
- se a imagem da densitometria sugerir deformidade ou fratura de corpo vertebral.
COMO DEVO ME PREPARAR PARA O EXAME?
No dia do exame você poderá se alimentar normalmente mas não poderá tomar suplementos com cálcio pelo menos 24h antes do exame.
Você deve usar roupas leves, confortáveis e evitar roupas com zíper, cintos ou botões metálicos. Objetos como chaves e carteira que ficarem na área a ser escaneada deve ser removida.
Pode ser solicitado que você retire alguma peça de roupa ou troque de roupa e coloque uma roupa específica da clínica para realizar o exame. Podem solicitar também que você retire jóias, próteses dentárias, óculos ou qualquer objeto de metal que possa interferir nas imagens de raio-x.
Informe ao médico ou ao técnico de radiologia que fará o exame se você fez recentemente algum exame com bário ou fez uso de contraste venoso para tomografia computadorizada ou medicina nuclear. Você poderá ter que esperar 10-14 dias para realizar o exame de densitometria óssea, inclusive a de corpo inteiro para composição corporal.
Mulheres devem sempre informar ao seu médico ou ao técnico de radiologia sobre a possibilidade de estar grávida. Muitos exame de imagens não são realizados durante a gravidez para não expor o feto à radiação ionizante. Se um exame com raio-x é necessário, precauções para reduzir a exposição do feto podem ser tomadas.
COMO É O EQUIPAMENTO DA DENSITOMETRIA ÓSSEA?

Equipamento Densitometria Óssea
Existem dois tipos de equipamentos, uns com medida central e outros com medidas periféricas.
A maioria dos equipamentos usados para DEXA usam a medida central e são utilizados para medida da densidade óssea do quadril e da coluna lombar, assim como do antebraço e também para a densitometria de corpo total para composição corporal que fornece detalhes dos compartimentos ósseo, muscular e adiposo. Equipamentos para medida central tem uma cama grande reta e um braço móvel.
Equipamentos de medida periférica medem densidade óssea no punho, tornozelo ou dedo e geralmente são disponíveis em consultórios móveis, sendo muito pouco utilizados no Brasil. Os aparelhos de medida central são o padrão de medida.
COMO FUNCIONA O PROCEDIMENTO?
O aparelho de densitometria óssea emite um feixe fino e invisível de raio-x de baixa dose com dois picos diferente de energia através do osso a ser examinado. Um pico é absorvido principalmente por partes moles e o outro pelo osso. Com isso o componente de partes moles pode ser subtraído do total e o que restará será a densidade mineral óssea do paciente.
O aparelho de densitometria óssea tem um software especial para calcular e disponibilizar a densidade óssea em um monitor de computador.

Software Mostrando o Exame da Densitometria Óssea
COMO O PROCEDIMENTO É REALIZADO?
Esse exame é realizado de maneira ambulatorial.
No exame de densitometria que mede a densidade óssea da coluna e quadril, o paciente se deita em uma cama, o gerador de raios-x é posicionado abaixo do paciente e o detector acima.
Para o exame da coluna, as pernas do paciente são apoiadas em uma caixa para que a coluna lombar fique retificada. Já o exame do quadril os pés são presos para que o quadril fique em rotação interna. Em ambos os casos, o detector passa lentamente sobre a área e as imagens são geradas para um computador.
Você deve ficar o mais imóvel possível e pode ser solicitado para que segure a respiração por alguns segundos enquanto a imagem por raios-x é adquirida para reduzir a chance de borramento da imagem.
Adicionalmente, para produzir o exame chamado Avaliação de Fratura Vertebral (VFA), que é feito em várias clínicas. VFA é também é um exame que utiliza baixa dose de raios-x para rastreamento de fraturas da coluna vertebral e é realizado no aparelho de densitometria óssea.
O exame VFA adiciona apenas poucos minutos ao exame de densitometria.
O exame DEXA é realizado geralmente em 10 a 30 minutos, dependendo do tipo de equipamento utilizado e das partes do corpo a serem examinadas.
Irão solicitar que você preencha um questionário para ajudar ao médico determinar se você toma alguma medicação ou tem alguma doença que aumente o risco de fratura. A organização mundial de saúde fez uma pesquisa que aliada aos resultados da DEXA e algumas questões básicas, pode ser usada para calcular o risco de fratura de quadril nos 10 anos seguintes ou outras fraturas osteoporóticas em mulheres na pós-menopausa (FraxMT).
O QUE EU IREI SENTIR DURANTE E APÓS O PROCEDIMENTO?
O exame de densidade óssea é um procedimento rápido e indolor.
Avaliações rotineiras podem ser necessárias para avaliar se houve mudança significativa na densidade mineral óssea, aumento ou redução. Alguns pacientes, como os que usam corticosteróides, podem necessitar de avaliação a cada 6 meses.
QUEM INTERPRETA OS RESULTADOS E COMO EU RECEBEREI?
Um Radiologista, médico especialmente treinado para supervisionar e interpretar os exames de imagem, irá analisar as imagens e redigir um laudo assinado para que o médico solicitante possa discutir os resultados com você.
Os médicos clínicos como os reumatologistas e endocrinologistas, irão avaliar seu exame e verificar a presença de fatores de risco para osteoporose como artrite reumatóide, doença renal ou hepática crônica, doença respiratória ou doença inflamatória intestinal.
O resultado é disponibilizado de duas formas, (T-score ou Z-score).
- T-score: esse número demonstra quanto de massa óssea você tem quando comparado a adultos jovens do mesmo gênero no pico de massa óssea. Uma pontuação de -1 ou acima é considerada normal. Pontuação de -1.1 a -2.4 é classificada como osteopenia. Os resultados com -2.5 ou menos pontos são classificados como osteoporose. T-score é utilizado para estimar o risco de fraturas e para determinar se algum tratamento é necessário.
- Z-score: esse número reflete sua massa óssea comparada a outras pessoas da mesma idade, tamanho e gênero. Se estiver muito elevado ou baixo pode indicar a necessidade de estudos adicionais.
Pequenas diferenças de medição são observadas entre aparelhos diferentes e podem estar relacionado a posicionamento, sendo geralmente sem significado.
QUAIS SÃO OS RISCOS E BENEFÍCIOS?
BENEFÍCIOS:
- DXA (densitometria óssea) é simples, rápido e não invasivo.
- não necessita de anestesia.
- é indolor.
- a quantidade de radiação utilizada é extremamente pequena (menos de um décimo da radiação de uma radiografia de tórax e menos que um dia exposto à radiação natural).
- DXA é hoje o melhor método existente para diagnóstico de osteoporose e é considerado um preditor acurado para o risco de fratura.
- DXA é utilizada para decidir se o tratamento é necessário, assim como para acompanhar os efeitos do tratamento.
- O equipamento de Densitometria óssea (DXA) é amplamente disponível tornando esse exame conveniente para médicos e pacientes.
- Nenhuma radiação fica no corpo do paciente após o exame.
- Os raios-x normalmente não apresentam efeitos colaterais na dose típica utilizada nesse exame.
RISCOS:
- Sempre existe um diminuto risco de câncer por exposição excessiva à radiação, porém, os benefícios de um diagnóstico preciso se sobrepõem largamente aos riscos.
- Mulheres devem sempre informar aos seus médicos ou ao técnico de radiologia sobre a possibilidade de estar grávida.
- Não são esperadas nenhuma complicação ao se realizar exame de densitometria óssea.
QUAIS SÃO AS LIMITAÇÕES DA DENSITOMETRIA ÓSSEA (DEXA, DXA)?
- A densitometria óssea não consegue prever quem irá ter uma fratura, mas ela estima o risco relativo e pode ser utilizado para iniciar o tratamento em alguns casos.
- Apesar de ser bastante efetiva em medir a densidade óssea, algumas condições podem limitar essa avaliação como em pacientes que apresentam deformidades na coluna lombar ou que foram operados da coluna. A presença de fraturas compressivas e de osteoartrose podem interferir na acurácia do exame, em tais situações, o antebraço poderá ser utilizado.
- Exames de seguimento devem ser realizados na mesma clínica e idealmente no mesmo aparelho. Densidades ósseas obtidas em aparelhos diferentes não podem ser diretamente comparadas.
Dr Bruno Cunha de Medeiros – CRM/RN 5177